As comunidades onde estão inseridas as clínicas médicas devem ter clareza
sobre por que o hospital deve mudar, em que consistirá essa mudança e o que
isso implicará para os usuários. É importante que esse processo seja aberto,
transparente e inclusivo para os cidadãos, a fim de obter contribuições e apoios
para que essas mudanças sejam úteis, produzidas e consolidadas. Isso, sem
dúvida, merece um esforço para alcançar a participação cidadã e a adesão ao
processo de mudança.
Daí a importância de se estabelecer desde o início sistemas de monitoramento
e avaliação que possibilitem os ajustes necessários e o aprendizado
institucional. O processo de mudança e modernização da gestão hospitalar exige
necessariamente um investimento inicial; Espera-se que as melhorias se
traduzam posteriormente em maior eficiência, economia e qualidade.
medico Helcio Watanabe
Também é necessário antecipar que haverá incerteza e certo grau de conflito,
que nem sempre haverá “consenso” pleno nesta área, que erros ocorrerão
mesmo que não sejam desejados ou procurados deliberadamente,
principalmente se mudanças forem acelere. Modelo de Gestão de
Estabelecimentos Hospitalares – Com a entrada em vigor da nova Lei 19.937,
são definidos dois tipos de estabelecimentos hospitalares, de acordo com sua
dependência administrativa: os dependentes da rede territorial assistencial e os
de autogestão da rede. Estes últimos estão relacionados à autonomia da gestão
em relação à sua rede de atenção, mas continuam a depender dela para
determinar o tipo de ações oferecidas aos seus usuários.